Festa do Divino

 

A festa é realizada sete semanas depois do Domingo de Páscoa, dia de Pentecostes, quando a Igreja Católica comemora a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos.

 

A origem da festa começou quando a rainha D. Izabel de Aragão fez uma promessa ao Divino Espírito Santo para que não houvesse um conflito entre pai e filho em sua família. O Rei Dom Dinis não estava se entendendo com o filho Dom Afonso, herdeiro do trono imperial. O desejo do imperador era que a coroa portuguesa passasse, após sua morte, para seu filho bastardo, Afonso Sanches. O conflito não aconteceu e a rainha teve um sonho que lhe indicou um local onde deveria erguer uma igreja em honra ao Divino Espírito Santo. A devoção se difundiu rapidamente e tornou-se uma das mais intensas e populares em Portugal.  

 

A festa do Divino foi trazida ao Brasil pelos jesuitas portugueses, e teve sua origem por qui por volta de 1320.

Nos festejos temos novenas, procissões, leilões, quermesses, shows com fogos de artifício, muita música e apresentações de grupos de danças folclóricas como as congadas, catiras e moçambiques.

 

A festa na verdade começa um ano antes, com a escolha do Imperador. Ele será o responsável por angariar fundos, organizar e realizar a festa. Para captar os recursos necessários, a Bandeira do Divino segue durante todo o ano em procissão pelas casas dos fiéis para pedir donativos para a grande festa.

 

Nos dias que antecedem a data oficial do evento, inicia-se a novena, com missa e procissão pela cidade e a produção de comidas que serão doadas para a população. O prato mais tradicional é o Afogado (costela cozida servida com batatas). Em 2015 em São Luiz do Paraitinga, foram cozidas as costelas de 21 bois e cerca de 1 tonelada de batatas para distribuição à população.

 

Além da parte religiosa da festa, há muitas atividades organizadas pela população, sobretudo as apresentações de grupos de maracatu, jongo, congadas e moçambiques, além da tradicional Cavalhada, quando um grupo de 24 cavaleiros encena a guerra entre os mouros e os cristãos, que termina, claro, com a conversão dos mouros ao cristianismo.

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Andrea Goldschmidt Fotografia

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São Paulo - Brasil